terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Quero perder-me...

Ruben Lísias Santos... hoje fez-me lembrar esta música com letra de minha autoria. É um prazer escrever e ver os nossos poemas musicados assim!!:)

Nos pés...

“Nos pés secam gotas de mar, nas sombras o abrigo do meu silêncio, restando mil e umas noites de sonhos por cumprir, um chão que parece fugir dos pés, um céu que acompanha os limites dos meus desejos.

Um corpo revestido de brilho, uma saudade que abraça o corpo. Na estrada que percorro, vejo o reflexo do meu andar, aguardo serenamente o leve aceno de mais um momento do destino
e parto feliz nos sonhos que não param de existir ....porque vivo.”

Fotografia/ Edição e poema por Renata Pereira Correia

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Morre em meus lábios...
















No corpo resistem ainda,
Marcas subtis, mas perfurantes,
Enrolados num só sentir,
Ficamos
E pelo leve toque nos deixamos levar
Novamente...


Revoltam-se imensidões de prazer,
Sucumbem perfeitos delírios,
Em céus de encantamento contemplamos,
Este mar de turbulências
Que morre em meus lábios
Alimentados pelo teu doce sabor...

(Fotografia por Bruno Cunha)

Somente Pablo Neruda

Quem souber partir ... ficando
Saberá SER FELIZ mesmo assim
Porque aí reside a vontade de sonhar...


No teu olhar...


No teu olhar perdi horas
No teu sentir ganhei emoções
O tempo apagou a paixão
Mas não as recordações
No teu olhar encontrei o que podia ser
Nos teus braços fui o que sempre sonhei
Não quero esquecer sou eu a crescer
Num mar de silêncios soltei-me e amei
No teu olhar encontrei um sorriso
No teu abraço um embalo de afectos
No teu olhar já não vejo o que via outrora
Mas pela vida fora sentirei como agora
Uma alma que guarda vivências,
um tempo que esconde a certeza
Do teu olhar nada mais sinto
Apenas as convicções do que resta nesta hora
Onde a poesia reflecte o que agora sou
Por um dia ter amado em beleza
E não ter existido um depois só um agora…
( Poema escrito para uma música)

(Fotografia por Bruno Cunha)

Um dia...


Um dia escutei-te baixinho soavas um poema que desconhecia…
emaranhavas os teus segredos e deixavas-te descortinar pedaço a pedaço
discretamente entravas devagar e sem pressa de chegar
e fazias-me sorrir de cada vez que olhava para ti …
sem mais desejar esperava por ti … e sonhava até onde me deixavas ficar…
nunca te cheguei a perder … talvez sucumbi algumas vezes pelo cansaço que se apoderava de não te encontrar, mas no fundo sempre estiveste ali … à distância daquilo que sonhei para mim… …. és a esperança que tanto procurei e que afinal estava apenas escondida num qualquer recanto de mim … enfim encontrei-te… e hoje sei sorrir com alma de quem te descobriu a sonhar…


(Fotografia por Renata Pereira Correia)